CONFIRA AS ATIVIDADES DESTE FINAL DE TERCEIRO BIMESTRE!

Queridos Alunos,

Já estamos na reta final do Terceiro Bimestre, e o trabalho sobre Métodos Contraceptivos deve ser entregue para correção o quanto antes (afinal, o prazo que havia sido agendado pela professora Áurea, que conduzia as minhas salas até então já foi mais do que expirado!).

O texto colocado na lousa em sala de aula também já está postado no blog e é o "pontapé inicial" para as discussões e conteúdos que nortearão os trabalhos do quarto bimestre. Não deixem de conferir, postar seus comentários e, se possível, ler o livro INFERNO. Quem tiver interesse pode emprestá-lo comigo, ok?

Quero avisá-los de que estou em licença médica esta semana, por problemas na coluna, mas que já estarei de volta na semana que vem.

A produção de artigo de opinião que seria produzida essa semana com finalidade avaliativa será aplicada na primeira aula da semana que vem, para todos os anos e turmas, ok?

Boa semana a todos!

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domingo, 13 de março de 2011

TERREMOTOS, TSUNAMIS E O RISCO DA CONTAMINAÇÃO NUCLEAR.

Fonte foto: valedocurimatau.com.br
Vidas humanas lamentavelmente perdidas à parte, o terremoto de quase nove pontos na escala Richter (seguido de tsunami e desordens em vários centros energéticos nucleares do Japão) é mais um acontecimento que a mídia rotula de tragédia, mas que nada tem de inusitado ou inesperado. Sempre houve devastação e vidas humanas perdidas nessas ocorrências, a diferença é apenas a velocidade com que a informação nos chega hoje e a contundência das imagens geradas e divulgadas, que deixam clara a pequenez humana perante os processos que envolvem a formação e manutenção da vida no Planeta Terra.


São de conhecimento geral as peculiaridades da geomorfologia do território japonês, uma nação plantada sobre um arquipélago, com pouco solo disponível, muitas montanhas rochosas, vulcões ativos e tectonismo constante (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jap%C3%A3o), além de sua localização no Círculo do Fogo do Pacífico (http://educacao.uol.com.br/geografia/circulo-de-fogo-do-pacifico-regiao-concentra-as-ocorrencias-de-terremotos-e-atividades-vulcanicas.jhtm) e seu posicionamento sobre duas placas tectônicas importantes e instáveis (Placa do Pacífico e Placa da Ásia), de modo que há milênios os japoneses sofrem com esses fenômenos naturais.

Por serem tais fenômenos constantes e estarem ocorrendo há milhares de anos, o povo japonês aprendeu a adaptar-se a eles e a fazer da tecnologia uma aliada para minimizar seus efeitos, como, por exemplo, arranha céus com amortecedores ( http://www.revistatechne.com.br/engenharia-civil/131/imprime73349.asp - esse é chinês, mas há vários assim no Japão). As soluções de engenharia e tecnologia costumam dar ao ser humano a falsa noção de que somos imunes a desastres naturais (que, em verdade, só são assim rotulados porque há mortes, mas nada mais são que parte do movimento contínuo de crescimento do planeta) e sermos tão duramente confrontados nessa crença confortável mexe com nosso emocional.

Como “desgraça pouca é bobagem”, os anos de decisões desenvolvimentistas tomadas com base apenas nos fatos políticos e econômicos dos países agora cobram seu preço e o Japão é o primeiro a mostrar claramente tal cobrança.

Amparado no apoio americano, numa moeda forte, nas peculiaridades naturais do país e em sua base industrial altamente tecnológica, o país optou pela energia nuclear como uma de suas principais matrizes energéticas. Possui inúmeras usinas atômicas por todo seu território (http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en%7Cpt&u=http://www.insc.anl.gov/pwrmaps/map/japan.php) e algumas delas foram afetadas por incêndios e vazamentos radioativos após a ocorrência do tsunami que assolou parte do país.


Fonte foto: dignow.org
 Embora as usinas nucleares japonesas sejam consideradas as mais seguras do mundo, o risco de contaminação do ambiente e das pessoas nunca está descartado em situações como esta. É utópico, entretanto, discursar no sentido da desativação total das usinas nucleares existentes no mundo, em especial as japonesas (das quais o povo daquele país é totalmente dependente e para as quais não parece haver alternativas de substituição rápidas e de baixo custo a serem imediatamente implementadas).

Convencionou-se separar as formas de energia nas categorias “limpa” e “não limpa” quando se quer qualificar o custo ecológico de cada uma delas, mas não existe produção de energia totalmente sem agravos ao ambiente. A análise que se deve fazer é qual a energia mais limpa possível, com melhor custo benefício, a ser utilizada em cada país considerando-se as possibilidades de uso e esgotamento em longo prazo.

Por longos anos, após o fim da Guerra Fria, deixou-se de falar em energia nuclear, posto que sobre esta pesa o estigma da produção de armamentos. Esquecemos, entretanto, de que a energia nuclear não é só isso, sua utilização também pode gerar benefícios (caso inequívoco de nações como o Japão, que optaram por tal matriz energética).

Cabe a nós, agora, reativar o debate e definir tal forma de energia, com as eventuais falhas de sistema dos centros produtores, bem como a possibilidade efetiva de contaminação do ambiente e suas conseqüências nefastas, é compensatória.

Em termos de Brasil, considerando nossas peculiaridades de território, geomorfologia, população, potenciais hidrelétrico, solar e eólico e desenvolvimento tecnológico, a resposta, no meu entender, é não.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Recebi uma postagem de uma usuária blogger de nickname "Paloma" a respeito deste texto, onde ela questionava a relação do mesmo com o que ela chamou de "tsunami biológico". Sinceramente, não entendi a pergunta e o comentário não foi aceito como postagem no blog por conta de expressões de baixo calão utilizadas na mensagem.
    Mas fica o convite para, caso a usuária em questão realmente queira debater em mais alto nível, que volte a se manifestar em bases mais claras e sem palavras ofensivas.

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